A coerência é um valor. A ética não é negociável.

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O Partido Socialista da FAUL manifesta total adesão à posição digna, coerente e lúcida assumida pelo PS de Cascais ao abandonar a coligação com o Partido Social Democrata, na sequência do acordo celebrado com o Chega.

A decisão do PS Cascais honra os compromissos assumidos perante os eleitores e reafirma um princípio essencial: o PS não integra executivos onde o Chega detenha responsabilidades governativas. Não se trata de uma posição tática ou circunstancial — trata-se de uma linha ética clara, que coloca a defesa da democracia acima de qualquer conveniência política.

Ao optar por uma maioria com o Chega, o PSD fez uma escolha inequívoca. Fê-lo apesar de existir estabilidade e maioria assegurada. Fê-lo sabendo que essa decisão implicaria a rutura com o PS. Esta opção revela que, para o PSD , não existem linhas vermelhas nem dimensão ética quando está em causa a manutenção do poder.

O PS FAUL sublinha que a democracia defende-se também nas decisões concretas, na forma como se exerce o poder e com quem se escolhe governar. A normalização de forças políticas cujas posições colidem com valores democráticos e humanistas não pode ser relativizada.

O PS continuará, em Cascais e em todo o distrito, a afirmar uma alternativa responsável, séria e centrada nas pessoas — defendendo habitação acessível, mobilidade sustentável, desenvolvimento económico com emprego qualificado, saúde de proximidade, educação, cultura e uma agenda ambiental consequente.

A coerência é um valor. A ética não é negociável.